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Laparoscopia versus Cirurgia Robótica

Home Cirurgia Robótica Laparoscopia versus Cirurgia Robótica
Braços robóticos do sistema cirúrgico utilizados em procedimentos minimamente invasivos.
  • 29 de outubro de 2025
  • Dr. Marco Nunes (CRM 104016)
  • Cirurgia Robótica

Última atualização em 25 de novembro de 2025 por Dr. Marco Nunes (CRM 104016)

A discussão entre laparoscopia ou cirurgia robótica tem se tornado cada vez mais presente, e não é para menos: ambas revolucionaram a medicina, oferecendo benefícios como menos dor, incisões menores e uma recuperação mais rápida em comparação com os métodos cirúrgicos tradicionais.

No Brasil, a rápida adoção dessas tecnologias reflete o interesse e a confiança nelas. Atualmente, o país já soma cerca de 106 sistemas robóticos instalados e mais de 118 mil procedimentos realizados, um crescimento acelerado que demonstra a evolução contínua na área da saúde. Esse avanço natural, porém, traz consigo a questão: qual é a melhor opção para você?

Sendo sincero, não existe uma resposta única. A escolha ideal depende de fatores muito específicos, como a natureza do seu problema de saúde, a complexidade da cirurgia, a experiência da equipe médica e a estrutura disponível no hospital. 

Meu compromisso é guiar você por essas opções, apresentando as particularidades de cada uma e ajudando a desmistificar alguns conceitos. Vamos começar entendendo cada técnica.

O que é a laparoscopia?

A laparoscopia, que também chamamos de videolaparoscopia, é uma técnica cirúrgica que transformou a forma como eu e outros profissionais operamos. Ela me permite acessar e trabalhar no interior do abdômen ou da pelve sem a necessidade de fazer grandes incisões. É, portanto, um método muito menos invasivo que a cirurgia convencional.

Para você entender como isso funciona, o procedimento é feito através de pequenas incisões na pele, geralmente com um centímetro ou menos. Por meio delas, insiro instrumentos finos e alongados. Um desses instrumentos é o laparoscópio, que possui uma pequena câmera de vídeo com iluminação acoplada. 

Essa câmera transmite imagens em tempo real para um monitor na sala de cirurgia, permitindo que eu visualize a área a ser operada com clareza. Para criar um espaço seguro e ampliar essa visão interna, injetamos dióxido de carbono (CO₂) no abdômen, inflando-o suavemente. 

Essa técnica me dá a liberdade de movimentar os instrumentos com precisão para realizar as ações necessárias, como remover órgãos, corrigir tecidos ou coletar amostras para biópsias.

Apesar de a laparoscopia tradicionalmente usar uma câmera que transmite imagens bidimensionais (2D), o que poderia limitar a percepção de profundidade, a técnica tem evoluído bastante. 

Hoje, em muitos centros, já temos acesso à laparoscopia 3D (três dimensões). Essa inovação ajuda a mitigar aquela limitação clássica, oferecendo uma percepção de profundidade muito mais apurada. 

Essa visão tridimensional, por sua vez, pode trazer mais segurança e precisão, especialmente quando a cirurgia exige movimentos mais delicados.

A laparoscopia é uma técnica consolidada e altamente eficaz, sendo amplamente utilizada e frequentemente suficiente para uma vasta gama de cirurgias. 

Na urologia, por exemplo, eu a utilizo com sucesso em procedimentos como nefrectomias (remoção total ou parcial do rim), ureterolitotomias (para remover cálculos no ureter) e até em algumas cistectomias para condições benignas. 

Fora da urologia, ela é padrão em muitas cirurgias gerais e ginecológicas de menor complexidade, como a retirada da vesícula biliar (colecistectomia) e o reparo de hérnias mais simples. 

Os benefícios para você são muitos: menor dor pós-operatória, cicatrizes mais discretas e um retorno mais rápido às suas atividades habituais.

Cirurgiões realizando procedimento laparoscópico com pequenas incisões no abdômen.

E a cirurgia robótica: o que é?

A cirurgia robótica representa uma etapa avançada na evolução da laparoscopia. Ela leva os princípios da cirurgia minimamente invasiva a um novo nível de sofisticação e precisão. 

Em vez de eu manipular os instrumentos diretamente sobre você, eu opero a partir de um console, que fica a poucos metros da mesa cirúrgica.

Desse console, controlo com minhas mãos e pés os braços robóticos que estão acoplados aos instrumentos dentro do seu corpo. 

O que é realmente impressionante nesse tipo de procedimento é que tenho uma visão tridimensional (3D) de alta definição e com uma ampliação significativa do campo cirúrgico. 

Essa imersão visual me permite ver cada detalhe anatômico com uma clareza sem precedentes, melhorando drasticamente a percepção de profundidade. Além disso, o sistema robótico replica meus movimentos de maneira extremamente fiel e estável.

Os instrumentos robóticos são equipados com articulações que simulam, e muitas vezes superam, a amplitude de movimento de um pulso humano. Isso me permite realizar manobras complexas e acessar áreas difíceis com uma flexibilidade incrível. 

Outro grande diferencial é o filtro de tremor, que elimina qualquer movimento involuntário das minhas mãos. Assim, cada corte, cada sutura é feito com uma precisão que aprimora ainda mais a delicadeza da cirurgia. 

O conforto ergonômico é outro benefício: eu opero sentado, em uma posição confortável. Isso reduz a fadiga em procedimentos mais longos e complexos, o que, no final das contas, se traduz em uma performance cirúrgica mais consistente e segura para você.

O papel do robô na sala de cirurgia: uma extensão do cirurgião

Quando falamos em “cirurgia robótica”, muita gente ainda sente receios por pensar que vai ser operada por uma máquina, mas não é bem assim que funciona.

O robô não tem autonomia e não opera sozinho. Ele é uma ferramenta de alta tecnologia que executa os comandos que eu, o cirurgião, dou. O controle é sempre humano. 

A máquina é apenas uma extensão altamente avançada e precisa das minhas mãos, garantindo que cada movimento seja milimetricamente executado conforme minha intenção. 

Essa precisão e manobrabilidade são particularmente vantajosas em campos cirúrgicos estreitos e em reconstruções delicadas, onde a capacidade de fazer movimentos finos e precisos é crítica para o sucesso e a preservação de estruturas importantes.

Portanto, se um cirurgião te indicar a cirurgia robótica: não se preocupe, você ainda estará em mãos humanas.

Laparoscopia ou cirurgia robótica: o que muda entre elas?

Escolher entre laparoscopia ou cirurgia robótica é uma decisão de grande importância. É preciso ter em mente que nenhuma técnica é universalmente “melhor”. A superioridade de uma sobre a outra depende sempre do seu caso específico, da experiência e proficiência da equipe cirúrgica e da estrutura hospitalar disponível.

Para facilitar sua compreensão, preparei uma tabela que resume as principais diferenças entre as duas técnicas:

CaracterísticaLaparoscopiaCirurgia Robótica
Visualização2D (em monitor comum), sem percepção de profundidade;
Existe laparoscopia 3D
3D de alta definição e magnificação, com percepção de profundidade
Destreza/AmplitudeInstrumentos rígidos, movimentos mais limitadosBraços robóticos com “pulso” articulado (amplitude superior à mão humana)
Filtro de TremorNão possuiPossui (elimina tremores naturais da mão humana)
Ergonomia do CirurgiãoCirurgião na mesa operatória, posições desconfortáveis em cirurgias longasCirurgião sentado em console ergonômico, reduzindo fadiga
Tempo CirúrgicoGeralmente semelhante ou ligeiramente menorPode ser semelhante ou um pouco maior (acoplagem do robô), mas diminui com experiência
Conversão para AbertoTaxa similar à robótica, varia por complexidadeTaxa similar ou menor que a laparoscopia, varia por complexidade
Disponibilidade HospitalarAmpla (maioria dos hospitais)Concentrada em centros avançados, devido ao alto custo e requisitos de equipe
Custo RelativoGeralmente mais acessívelMais elevado (equipamento, manutenção, insumos específicos)

Visualização

Enquanto a laparoscopia tradicional opera em um plano 2D, a robótica oferece uma imersão tridimensional que aprimora a percepção de profundidade, permitindo-me ver o campo cirúrgico com uma clareza e detalhe incomparáveis. 

Embora a laparoscopia 3D venha fechando essa lacuna, a visão robótica ainda proporciona um nível de imersão que otimiza a identificação de estruturas delicadas.

Destreza e amplitude de movimentos 

Os punhos articulados dos equipamentos robóticos me permitem realizar manobras complexas e suturas finas em ângulos que seriam desafiadores ou impossíveis com os instrumentos laparoscópicos mais rígidos. 

O filtro de tremor do sistema robótico complementa isso, garantindo uma precisão que aprimora ainda mais a delicadeza de cada movimento. 

A ergonomia do console robótico, que me permite operar sentado, não é apenas uma questão de conforto; ela me ajuda a manter a precisão e o foco por mais tempo, especialmente em cirurgias longas e desafiadoras.

Tempo cirúrgico

A fase inicial de acoplamento do robô pode adicionar alguns minutos ao procedimento. Contudo, essa diferença tem diminuído drasticamente com a experiência da equipe. 

Além disso, as taxas de complicação e de conversão para cirurgia aberta (quando precisamos migrar para a técnica tradicional) tendem a ser comparáveis entre as duas abordagens, especialmente quando ambas são bem indicadas e realizadas por cirurgiões experientes. 

Disponibilidade hospitalar e o custo 

Dois fatores práticos muito importantes: enquanto a laparoscopia é amplamente acessível, a robótica, por ser um investimento de alta tecnologia, ainda está mais concentrada em grandes centros de referência.

Quando cada técnica costuma ser usada?

Na urologia, a decisão entre laparoscopia ou cirurgia robótica é resultado de uma avaliação muito criteriosa. Considero a especificidade do seu problema e a complexidade do procedimento. 

Tenha em mente que o mais importante é sempre a indicação correta para o seu caso e a experiência do cirurgião na técnica escolhida.

Cenários em que a cirurgia robótica é mais indicada

A robótica oferece uma vantagem distinta em procedimentos urológicos que exigem precisão milimétrica e manobrabilidade superior em locais desafiadores. Por isso, a cirurgia robótica é frequentemente a preferida para:

  • Reconstruções complexas: Procedimentos que demandam suturas muito finas e delicadas, como a reconstrução de ureteres (os tubos que levam a urina dos rins para a bexiga) ou a correção de estreitamentos em estruturas urogenitais. A capacidade de suturar com precisão em espaços pequenos e de difícil acesso é inestimável nesses casos.
  • Nefrectomia parcial para tumores renais: Quando é necessário remover apenas a parte do rim afetada por um tumor, preservando o máximo de tecido saudável. A robótica permite uma excisão do tumor com uma precisão extraordinária e, o que é crucial, a delicada sutura do leito renal, minimizando a perda de sangue e otimizando a recuperação da função do rim.
  • Pieloplastia em anatomias desafiadoras: Esta cirurgia corrige obstruções na junção entre o rim e o ureter. Em casos com anatomias mais complexas ou em pacientes pediátricos, a robótica facilita as delicadas suturas e a reconfiguração necessária para restaurar o fluxo urinário de forma eficaz.
  • Cistectomias com reconstrução intracorpórea: Na remoção da bexiga devido a um câncer avançado, a robótica é de grande valor para realizar a reconstrução de um novo reservatório urinário totalmente dentro do corpo. Este é um procedimento extremamente complexo que se beneficia imensamente da visão 3D e da alta destreza do robô para as suturas internas.

É visível que a diversidade de procedimentos urológicos assistidos por robôs está crescendo. A expansão de plataformas como o robô Versius (CMR Surgical), que já está sendo utilizada em diversos hospitais brasileiros para esse tipo de cirurgia, mostra a crescente adoção da tecnologia e sua aplicabilidade em variados casos.

Quando a laparoscopia é a escolha ideal?

Apesar do avanço da robótica, a laparoscopia continua sendo uma ferramenta extremamente eficaz e, em muitos casos, completamente suficiente para diversas condições urológicas. Ela é frequentemente a escolha ideal para:

  • Nefrectomias simples: Para a remoção completa de um rim (por exemplo, devido a um rim não funcionante ou a uma doença benigna), quando não há complexidades adicionais que justifiquem a precisão extra do robô.
  • Ureterolitotomia selecionada: Em alguns casos específicos de remoção de cálculos (pedras) no ureter.
  • Linfadenectomias diagnósticas: Para a remoção de gânglios linfáticos para análise patológica, uma técnica que se beneficia muito da abordagem minimamente invasiva da laparoscopia, com seus menores riscos e tempo de recuperação.
  • Procedimentos de menor complexidade: Existe uma variedade de outras intervenções urológicas que não exigem a precisão milimétrica ou a capacidade de manobra extrema que a robótica oferece. Nesses casos, a laparoscopia alcança os mesmos benefícios de menor invasão sem o custo e a complexidade adicionais do sistema robótico.

Minha recomendação é que você busque uma avaliação individualizada com um médico urologista experiente. Podemos conversar sobre o seu caso em particular e definir o melhor caminho. Se você procura um urologista em São Paulo, estou à disposição para ajudá-lo.

Laparoscopia ou cirurgia robótica: quais os benefícios de cada técnica para o paciente?

Os resultados de uma cirurgia minimamente invasiva são o que mais importa para você. Saiba que eles podem variar bastante de acordo com o procedimento, sua condição individual e, claro, a equipe médica. 

Meu objetivo é sempre maximizar os benefícios e garantir sua recuperação mais segura e eficaz.

Benefícios específicos na cirurgia de próstata

Em procedimentos como a prostatectomia radical (remoção da próstata devido ao câncer), a cirurgia robótica tem demonstrado vantagens em termos de recuperação da continência urinária e da função erétil no curto e médio prazo. 

Isso ocorre devido à maior precisão e delicadeza que a robótica permite ao preservar os nervos e estruturas adjacentes. 

Além disso, em alguns cenários, pode haver benefícios em relação aos dias de internação e ao tempo operatório. 

Quanto aos resultados oncológicos, como a margem cirúrgica positiva (presença de células cancerosas na borda do tecido removido) e a recidiva bioquímica (elevação do PSA após a cirurgia), estudos recentes indicam que as taxas são comparáveis entre a cirurgia robótica e a laparoscópica em muitos contextos. 

Em outras palavras, a robótica oferece segurança oncológica sem prejuízo no controle do câncer.

É fundamental, contudo, entender que esses benefícios não são uma regra absoluta e dependem muito da experiência do centro e do cirurgião. Por isso, a escolha da técnica deve ser sempre individualizada.

Para um guia completo sobre as opções para o tratamento do câncer de próstata, incluindo a cirurgia com assistência robótica, veja o passo a passo da cirurgia da próstata assistida por robô em minha página dedicada.

Resultados em outras cirurgias urológicas

Quando expandimos a análise para outras cirurgias urológicas, fora da próstata, as diferenças nos benefícios para o paciente entre laparoscopia e robótica podem ser mais sutis. 

Aqui, a escolha da técnica é ainda mais moldada pela complexidade do caso e pela experiência do time cirúrgico. Em procedimentos onde a precisão robótica oferece uma vantagem técnica clara (como nas reconstruções complexas que mencionei anteriormente), os benefícios para você podem incluir menor perda de sangue, menor taxa de complicações e uma recuperação ainda mais rápida e confortável.

Não obstante, em muitos outros casos, ambas as técnicas oferecem segurança similar quando bem indicadas e executadas. O objetivo primário da cirurgia minimamente invasiva, seja ela laparoscópica ou robótica, é sempre proporcionar a você menor dor, cicatrizes mais discretas e um retorno precoce às suas atividades habituais, com resultados clínicos eficazes e duradouros.

Equipe cirúrgica utilizando instrumentos laparoscópicos durante uma operação minimamente invasiva.

Custos, planos de saúde e reembolso: como se organizar?

Um dos pontos que mais geram dúvidas e, por vezes, ansiedade é, sem dúvida, o custo e a cobertura da cirurgia robótica. É importante que você saiba como se organizar para isso e quais são os seus direitos e opções.

O cenário regulatório no Brasil

No Brasil, a cirurgia robótica não consta atualmente no rol de procedimentos de cobertura obrigatória da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Isso significa que os planos de saúde não são legalmente obrigados a cobrir integralmente o procedimento como um serviço padronizado. 

Contudo, essa ausência no rol não impede que a cobertura seja obtida. Muitas vezes, conseguimos o reembolso ou a liberação do procedimento através de negociação com o plano ou, em alguns casos, por meio de decisões judiciais. 

Isso acontece, especialmente, quando a indicação médica é clara e a robótica oferece vantagens significativas para o seu caso, tornando-se a opção mais segura e eficaz.

A realidade dos custos hospitalares e o caminho do reembolso

Na prática hospitalar, o custo da plataforma robótica e dos insumos específicos é, de fato, mais elevado do que na laparoscopia. Isso se deve ao alto investimento inicial na tecnologia, aos custos de manutenção e aos materiais descartáveis que são utilizados em cada cirurgia. 

Alguns hospitais privados já absorvem parte desse custo para oferecer a tecnologia como um diferencial, mas em outros, pode haver uma cobrança adicional para o paciente. 

Quando isso ocorre, o caminho mais comum para você é buscar o reembolso junto ao seu plano de saúde. Para ter sucesso nesse processo, instruo você a sempre guardar a nota fiscal detalhada dos serviços e materiais, além de um relatório médico completo, que justifique de forma clara a necessidade da cirurgia robótica para o seu tratamento.

Para organizar o processo de reembolso, faça um contato prévio com seu plano de saúde. Apresente o pedido médico detalhado, o orçamento hospitalar e a justificativa para a escolha da técnica. 

Se houver uma negativa inicial, muitas vezes é possível reverter a situação por meio de uma tentativa administrativa formal ou, se necessário, com orientação jurídica, baseada em precedentes favoráveis a pacientes que demonstraram a necessidade do procedimento. 

Minha equipe e eu fornecemos todo o suporte necessário, incluindo a emissão de nota fiscal e relatórios médicos detalhados, para que você tenha a melhor chance de sucesso nesse processo. Se você busca um urologista particular para uma avaliação, entre em contato para marcarmos uma consulta.

Como decidir junto com seu médico urologista entre a laparoscopia ou a cirurgia robótica?

A decisão sobre qual técnica cirúrgica é a mais adequada para você é um momento crucial. É fundamental que ela seja sempre compartilhada entre você e seu médico urologista. Minha função é esclarecer todas as suas dúvidas e apresentar as opções que melhor se encaixam no seu contexto e na sua condição de saúde.

Um checklist para sua consulta

Para que você se sinta mais preparado e aproveite ao máximo essa conversa, montei um pequeno checklist de pontos essenciais para considerarmos:

  • Leve seus exames e diagnósticos atuais: Traga todos os seus exames, laudos e relatórios diagnósticos. Uma análise completa do seu histórico é fundamental para nossa avaliação e para a tomada de decisão.
  • Compartilhe comorbidades e medicações: Informe sobre quaisquer outras condições de saúde que você tenha (como pressão alta, diabetes, etc.) e todos os medicamentos que esteja tomando. Essas informações são cruciais, pois podem influenciar na escolha e na segurança da cirurgia.
  • Pergunte sobre a experiência da equipe na técnica proposta: Sinta-se à vontade para perguntar sobre minha experiência e a da minha equipe com a técnica que estamos considerando. A proficiência do cirurgião é um fator determinante para o sucesso do procedimento.
  • Entenda o tempo de internação e recuperação esperados: Discutiremos o tempo médio que você precisará ficar no hospital e como será sua recuperação em casa. Isso o ajudará a se planejar adequadamente e a ter expectativas realistas.
  • Conheça os sinais de alerta no pós-operatório: É importante que você saiba identificar os sinais e sintomas que indicam a necessidade de contato imediato com a equipe médica após a cirurgia. A informação salva vidas.
  • Saiba como será o acompanhamento a longo prazo: Falaremos sobre as consultas de retorno, os exames de controle e como será o monitoramento contínuo da sua recuperação e do sucesso do tratamento.

Além dos aspectos estritamente técnicos, considero seu contexto de vida um fator fundamental. 

Pense no impacto do tempo de recuperação no seu trabalho e na sua família, e em suas preferências pessoais. Todos esses fatores são importantes para traçarmos um plano terapêutico que seja o mais personalizado e benéfico para você. 

Um exame urológico completo e um check-up urológico são o ponto de partida para essa avaliação global e, consequentemente, para a escolha da via cirúrgica ideal.

A melhor decisão entre laparoscopia ou cirurgia robótica é a que combina com o seu caso

Após explorarmos as nuances da laparoscopia e da cirurgia robótica, espero que você tenha uma visão muito mais clara sobre essas importantes técnicas. A tecnologia é um meio poderoso, mas não é um fim em si mesma. 

Ambas as abordagens são extremamente seguras e eficazes quando bem indicadas e, sobretudo, realizadas por um cirurgião experiente e sua equipe.

A laparoscopia, com sua técnica consolidada e amplamente difundida, continua a ser uma ferramenta importantíssima. Ela resolve muitos casos com excelência, oferecendo todos os benefícios da cirurgia minimamente invasiva, como recuperação mais rápida e menor desconforto. 

Por outro lado, a cirurgia robótica agrega um nível de precisão, destreza e manobrabilidade que é inestimável em cenários mais complexos ou delicados, onde cada milímetro faz a diferença e pode impactar diretamente o resultado funcional.

Portanto, a decisão mais acertada para você será sempre aquela que considera o tipo específico de procedimento que você precisa, a expertise da equipe que o acompanhará e, fundamentalmente, o seu contexto de vida, suas expectativas e suas preocupações. Sua saúde e bem-estar são a minha maior prioridade.

O próximo passo é conversarmos de forma individualizada 

Agende uma consulta para que eu possa avaliar seu caso em detalhes. Com minha experiência em técnicas minimamente invasivas, incluindo a cirurgia robótica, e minha atuação nos melhores centros de referência, eu o guiarei por todas as opções. 

Explicarei os prós e contras específicos para a sua situação, e juntos, encontraremos o melhor caminho. 

Além disso, estou preparado para orientá-lo sobre a documentação necessária, como relatórios médicos e notas fiscais, para auxiliar em seu processo de reembolso, caso seja aplicável. 

Sua saúde urológica está em boas mãos.

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      Sobre o Dr. Marco

      Urologista em São Paulo, o Dr. Marco Nunes é especialista em cirurgia robótica da próstata e tratamentos para câncer de próstata, com foco em técnicas minimamente invasivas que garantem mais segurança e rápida recuperação.

      Atua como urologista particular, mas também aceita os convênios Omint e One Health, com acompanhamento personalizado, explicações claras e acolhimento em cada etapa do cuidado.

      Membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e doutor em urologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), seu maior compromisso é sempre com diagnósticos precisos e qualidade de vida para seus pacientes.

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