Última atualização em 29 de janeiro de 2026 por Dr. Marco Nunes (CRM 104016)
Carlos, 42 anos, executivo bem-sucedido, sempre foi conhecido pela confiança e determinação. Nos últimos seis meses, porém, algo mudou. As ereções que antes eram firmes e confiáveis começaram a falhar ocasionalmente. No início, atribuiu ao estresse do trabalho, aos prazos apertados, às noites mal dormidas. “É só uma fase”, pensava.
Mas os episódios se tornaram mais frequentes. A ansiedade começou a tomar conta, criando um ciclo vicioso: quanto mais se preocupava, pior ficava. Evitava intimidade com a esposa, inventava desculpas, fingia estar muito cansado. O relacionamento começou a esfriar, e ele se sentia cada vez mais isolado.
Carlos não sabia que disfunção erétil pode ser muito mais que um problema sexual — pode ser um sinal de alerta do corpo sobre questões de saúde que merecem atenção. E que sofrer em silêncio só piora a situação.
O que pode estar por trás (sem rótulos)
A disfunção erétil raramente tem uma causa única. Na maioria dos casos, é resultado de uma combinação de fatores físicos e emocionais que se influenciam mutuamente.
Fatores cardiovasculares
Problemas circulatórios: As artérias do pênis são menores que as do coração. Quando há problemas de circulação, elas podem ser afetadas primeiro, fazendo da disfunção erétil um possível “canário na mina de carvão” para doenças cardíacas.
Hipertensão: A pressão alta pode danificar os vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo de sangue necessário para a ereção.
Colesterol elevado: Pode causar aterosclerose, estreitando as artérias e comprometendo a circulação peniana.
Fatores metabólicos
Diabetes: Níveis altos de açúcar no sangue podem danificar nervos e vasos sanguíneos ao longo do tempo, afetando a função erétil.
Síndrome metabólica: A combinação de obesidade abdominal, resistência à insulina e alterações lipídicas pode impactar significativamente a função sexual.
Baixos níveis de testosterona: Podem reduzir o desejo sexual e a qualidade das ereções, especialmente após os 40 anos.
Fatores neurológicos
Problemas na coluna: Hérnias de disco ou lesões podem afetar os nervos responsáveis pela ereção.
Esclerose múltipla: Pode interferir na transmissão dos sinais nervosos necessários para a função erétil.
Lesões pélvicas: Cirurgias ou traumas na região podem danificar estruturas importantes.
Fatores medicamentosos
Anti-hipertensivos: Alguns medicamentos para pressão alta podem afetar a ereção como efeito colateral.
Antidepressivos: Especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina podem impactar a função sexual.
Medicamentos para próstata: Alguns tratamentos podem ter efeitos na ereção.
Fatores psicológicos
Estresse crônico: Níveis elevados de cortisol podem suprimir a produção de testosterona e afetar a circulação.
Ansiedade de desempenho: Cria um ciclo vicioso onde o medo do fracasso causa mais problemas.
Depressão: Pode reduzir o interesse sexual e afetar a resposta física.
Problemas no relacionamento: Conflitos não resolvidos podem se manifestar na intimidade.
Fatores de estilo de vida
Sedentarismo: A falta de exercício compromete a circulação e a saúde cardiovascular geral.
Tabagismo: Danifica os vasos sanguíneos e reduz significativamente o fluxo de sangue.
Consumo excessivo de álcool: Pode afetar tanto a função nervosa quanto hormonal.
Obesidade: Está associada a múltiplos fatores de risco, incluindo diabetes, hipertensão e baixa testosterona.
Sinais de que vale investigar logo
Nem toda dificuldade ocasional indica um problema sério, mas alguns sinais merecem atenção médica:
- Problemas persistentes: Dificuldades em mais de 50% das tentativas por pelo menos 3 meses
- Perda súbita da função: Quando a mudança é abrupta e sem causa aparente
- Ereções matinais ausentes: A falta de ereções espontâneas pode indicar causas físicas
- Redução da rigidez: Ereções que não são firmes o suficiente para penetração
- Dificuldade para manter: Consegue iniciar mas perde a ereção durante o ato
- Sintomas associados: Dor no peito, falta de ar, fadiga excessiva ou outros sinais cardiovasculares
- Mudanças no desejo: Perda significativa da libido junto com os problemas de ereção
- Impacto emocional: Quando afeta significativamente a autoestima e os relacionamentos
Importante: Homens jovens também podem ter disfunção erétil. Não é “coisa de velho” e merece a mesma atenção em qualquer idade.
O que costuma ajudar e o que atrapalha
Hábitos que podem melhorar a função erétil
Exercício regular: Atividade física melhora a circulação, reduz o estresse e pode aumentar os níveis de testosterona. Exercícios aeróbicos são especialmente benéficos.
Alimentação equilibrada: Dieta rica em frutas, vegetais, peixes e grãos integrais, similar à dieta mediterrânea, pode melhorar a função vascular.
Controle do peso: Perder peso pode melhorar a função erétil, especialmente em homens obesos.
Sono adequado: Dormir bem é essencial para a produção hormonal e recuperação do organismo.
Gerenciamento do estresse: Técnicas de relaxamento, meditação ou terapia podem ajudar a quebrar o ciclo de ansiedade.
Comunicação no relacionamento: Conversar abertamente com a parceira pode reduzir a ansiedade e melhorar a intimidade.
Fatores que podem piorar
Tabagismo: Um dos maiores inimigos da função erétil. Parar de fumar pode trazer melhorias significativas.
Consumo excessivo de álcool: Embora pequenas quantidades possam reduzir a ansiedade, o excesso prejudica a função sexual.
Uso de drogas recreativas: Podem afetar tanto a função física quanto a capacidade de excitação.
Automedicação: Usar medicamentos sem orientação médica pode ser perigoso e mascarar problemas subjacentes.
Evitar o problema: Fugir da intimidade pode piorar a ansiedade e afetar o relacionamento.
Pornografia excessiva: Pode criar expectativas irreais e afetar a resposta sexual natural.
Mitos que atrapalham o tratamento
“É normal com a idade”: Embora seja mais comum após os 40, não é uma consequência inevitável do envelhecimento.
“É só psicológico”: Mesmo quando há componentes emocionais, pode haver causas físicas subjacentes.
“Medicamentos resolvem tudo”: Embora eficazes, os tratamentos funcionam melhor quando combinados com mudanças de estilo de vida.
Como é a avaliação com urologista
Muitos homens adiam a consulta por vergonha ou medo, mas a avaliação urológica é um processo respeitoso e profissional:
Consulta inicial
Histórico detalhado: O médico perguntará sobre sintomas, duração, fatores desencadeantes, medicamentos em uso, histórico de saúde e estilo de vida.
Questionários padronizados: Ferramentas como o IIEF (Índice Internacional de Função Erétil) ajudam a quantificar o problema.
Exame físico: Inclui verificação dos pulsos, exame genital, avaliação da próstata e sinais de problemas hormonais.
Exames complementares
Exames de sangue: Podem incluir glicemia, perfil lipídico, testosterona, prolactina e função tireoidiana.
Ultrassom peniano: Em casos específicos, pode avaliar o fluxo sanguíneo durante a ereção.
Teste de ereção noturna: Dispositivos simples podem verificar se ocorrem ereções durante o sono.
Opções de tratamento
Mudanças de estilo de vida: Primeira linha de tratamento, especialmente em casos leves a moderados.
Medicamentos orais: Inibidores da PDE5 (como sildenafil, tadalafila) são eficazes na maioria dos casos.
Terapia hormonal: Quando há deficiência comprovada de testosterona.
Dispositivos a vácuo: Opção não invasiva para casos específicos.
Injeções intracavernosas: Para casos que não respondem aos medicamentos orais.
Implantes penianos: Reservados para casos refratários a outros tratamentos.
O Dr. Marco Nunes (CRM 104016) atende em São Paulo e oferece abordagem personalizada, considerando tanto os aspectos físicos quanto emocionais da disfunção erétil. A consulta é conduzida com total discrição e profissionalismo.
Muitos executivos que trabalham em ritmo intenso, incluindo aqueles que fazem negócios internacionais com empresas como Luxury Properties, relatam melhora significativa quando conseguem equilibrar melhor a rotina e tratar adequadamente as causas subjacentes da disfunção erétil.
Perguntas frequentes
1. Com que idade a disfunção erétil se torna mais comum?
Embora possa afetar homens de qualquer idade, a incidência aumenta após os 40 anos. Cerca de 40% dos homens aos 40 anos e 70% aos 70 anos podem ter algum grau de disfunção erétil.
2. Disfunção erétil pode ser sinal de problema cardíaco?
Sim. As artérias do pênis são menores que as coronárias, então problemas vasculares podem se manifestar primeiro como disfunção erétil. É importante fazer avaliação cardiovascular.
3. Medicamentos para ereção são seguros?
Quando prescritos adequadamente, são muito seguros. Porém, podem interagir com alguns medicamentos (especialmente nitratos) e têm contraindicações específicas.
4. O problema pode ser só psicológico?
Pode, especialmente em homens jovens. Mas mesmo nesses casos, pode haver benefício em investigar causas físicas, pois frequentemente há uma combinação de fatores.
5. Exercício realmente ajuda na função erétil?
Sim. Estudos mostram que exercícios aeróbicos regulares podem melhorar significativamente a função erétil, especialmente em homens com problemas vasculares ou metabólicos.
6. Quando devo procurar ajuda médica?
Se o problema persiste por mais de 3 meses ou está afetando significativamente sua qualidade de vida e relacionamentos. Não há necessidade de sofrer em silêncio.
Não sofra em silêncio
A disfunção erétil é uma condição médica comum e tratável. Não é sinal de fraqueza, falta de masculinidade ou algo que você deve “aguentar”. É um problema de saúde que merece atenção profissional, assim como qualquer outro.
Além disso, pode ser um sinal precoce de problemas de saúde mais sérios. Tratar adequadamente pode não apenas melhorar sua vida sexual, mas também sua saúde geral e qualidade de vida.
O mais importante é quebrar o ciclo de silêncio e vergonha. Conversar com um profissional qualificado é o primeiro passo para recuperar sua confiança e bem-estar.
Agende uma consulta urológica. Sua saúde sexual é parte importante da sua saúde geral e merece cuidado profissional.

